Sou neta de sanfoneiro
E que teve um alto porte
Um homem tão puro e forte
Com a alma de um guerreiro
Biu bi Tu foi um “mestreiro”
Que me ensinou tocar
A vida saber guiar
Pra falar dos meus amores
“Sou do Pajeú das flores
Tenho razões de cantar.”
Da terra de Terra Quente
Bravo feito Lampião
Que viveu nesse Sertão
Só de pinga e aguardente
Me inspirou fazer repente
Correia longe hoje estar
De sua mãe foram tirar
E eu cantei as suas dores
“Sou do Pajeú das flores
Tenho razões de cantar.”
Não sou gente sou anjinho
Que gosta de poesia
Eu vivo com alegria
Lá no meu santo Brejinho
Dizem que sou diabinho
Mas deixo o povo falar
Quando me verem passar
Grita pelos meus clamores
“Sou do Pajeú das flores
Tenho razões de cantar.”
Da cidade de Tabira
Uma flor que desabrocha
Que eu sou Dayane Rocha
O sobrenome de Lira
Visitei a Macambira
Pra poder saber falar
Do povo do meu lugar
E também dos seus louvores
“Sou do Pajeú das flores
Tenho razões de cantar.”
Dayane Rocha
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